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sábado, 7 de maio de 2011

Escola Itinerante de Espectadores

O Núcleo de Teatro Universitário segue desenvolvendo por escolas de Pelotas e região sul o projeto "Escola Itinerante de Espectadores". Esse projeto tem como objetivo principal o estímulo de formação de espectadores de teatro. E isso ocorre por meio de ações que deixam explícito o modo de fazer teatro. Utilizamos, para tanto, uma forma de espetáculo-jogo: um espetáculo que acentua a relação de jogo entre atores e personagens e, entre estes, e os espectadores.


Espetáculo-jogo em Candiota:

Em 2010 o projeto atingiu um público de aproximadamente 9000 espectadores. Para 2011 estimamos atingir um número de aproximadamente 15000 espectadores. Vale lembrar também que a "Escola Itinerante de Espectadores" será desenvolvida por um período de 10 anos ininterruptos.


Espetáculo-jogo no Sítio Floresta, Pelotas:


O interessante do espetáculo-jogo é que ele pode ser adaptado em qualquer espaço. Isso equivale a dizer, em outras palavras, que qualquer escola pode ser também um teatro. Fazer com que professores e estudantes compreendam que o espaço da escola pode ser também um espaço cênico estimula a imaginação e a criatividade.


Espetáculo-jogo em escola do centro de Pelotas:


Por fim, cabe ressaltar que o projeto "Escola Itinerante de Espectadores" promove também oficinas de teatro para estudantes e professores. Isso faz com que os alunos da universidade envolvidos no projeto exerçam ações sócio-culturais-educativas de forma ampla: conhecem os contextos escolares da cidade de Pelotas e da região. Com isso, espera-se, que no futuro, na qualidade de artistas-docentes, possam contribuir de forma efetiva para o pleno desenvolvimento da cidadania.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Oficina: "Teatro e imaginário: o jogo e o espetáculo na escola"

O Núcleo de Teatro começou nesse semestre a segunda etapa da oficina à distância:"Teatro e Imaginário: o jogo e o espetáculo na escola". Essa atividade de extensão acontece no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), no Centro de Educação Aberta e a Distância, com a coordenação de Adriano Moraes, tendo a tutoria na segunda fase de Elias Pintanel e Mauricio Mezzomo, e na primeira fase, além dos mesmos, Laerte Sancho e Maurício Rodrigues.

Os participantes da oficina são todos estudantes do curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância - UFPel. Os alunos são dos polos: Arroio dos Ratos, Cachoeira do Sul, Camargo, Cerro Largo, Herval, Jaquirana, Paranaguá, Santana da Boa Vista, São Francisco de Paula e Seberi.

A primeira etapa da oficina, que teve a primeira turma em 2010/2, é teórica, tendo como objetivo estimular o debate sobre teatro, imaginário e educação. E a segunda etapa sendo prático-teórica, tem a seguinte intencionalidade: desenvolver atividades de práticas teatrais com grupos da comunidade dos alunos do curso.

Nesse momento temos duas turmas: uma na segunda etapa e outra começando a primeira.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Experiência em Paranaguá – PR


Mata Atlântica, bananeiras, muitas bananeiras, de um lado um paredão de rochas, do outro um precipício onde as nuvens deixavam a cargo da nossa imaginação inventar um fundo nesse abismo profundo; não levou mais de 1 km para a minha imaginação se perder e se aprofundar em outra névoa. Minha boca podia estar relaxada, mas, meus olhos sorriam depois de um fim de semana mais que especial.

Uma cidade maravilhosa, companhias agradáveis, viagem de avião, hotel confortável, boas refeições, absolutamente sem deixar nada a desejar e até um “gato” nunca antes tão espontâneo. Quando eu imaginaria em minha vida estar passando por momentos como estes proporcionados por meu próprio trabalho e esforço?

Nos olhos dos outros, percebo, por vezes, uma admiração com a rapidez que as coisas estão acontecendo comigo, afinal, estou cursando o primeiro semestre da faculdade, já faço parte de um projeto de extensão, acabo de ser contemplada com uma bolsa e já estou caindo na estrada com o teatro. Ok, tenho que concordar, nem eu seria capaz de imaginar uma possibilidade melhor dentro da realidade que estou inserida. Essa imersão no teatro não só me qualifica profissionalmente como me esclarece tantas das questões que me tiram o sono.

Era nesse cenário que duas vertentes de minhas idéias se digladiavam, de um lado a satisfação do aprendiz, do aluno ser sem luz, sendo iluminada pelas experiências vividas e de outro a insatisfação do real aproveitamento daquela vivência. A todos os momentos eu pensava: “é isso que eu quero para a minha vida, viver viajando, mostrando meu trabalho, trocando experiências, instigando as pessoas...” mas porque então a minha mente não relaxava e aproveitava a paisagem? Era como se eu estivesse jogando “é bom mas nem tanto” sozinha.

A vertente oposta a esse abrasileirado “sonho americano” era exatamente a possibilidade da continuidade dele uma vez que eu tivesse que andar com as minhas próprias pernas. Imagine essa mesma pessoa que vos escreve, formada, fora de uma instituição federal, sem qualquer apadrinhamento, cheia de conhecimento e vontades, conseguiria ela viajar o Brasil, o mundo com sua arte? Teria o apoio de sua pátria amada? Teria os ouvidos dos filhos desse solo?

Para Beuys, mestre da performance, as mudanças na estrutura social e política do mundo aconteceria somente a partir da arte. A história pessoal do artista transforma arte em política e política em arte. Beuys defende que “somente a arte, isto é, a arte concebida ao mesmo tempo como autodeterminação criativa e como processo que gera a criação, é capaz de nos libertar e de nos conduzir rumo a uma sociedade alternativa”.

Infindas Dialéticas humanas, achismos e achados à parte, mesmo ainda sem certezas, a principal lição que trago na mala, (lição essa tirada metade por coisas que gostei e a outra metade de coisas que não quero jamais repetir) é que a Educação é um dos pontos chaves para a solução de problemas que muitos artistas e profissionais em geral enfrentam na sua lida diária, e não só é como deve ser objeto de muita atenção e trabalho.

Amei a experiência e cada vez mais me orgulho de estar me tornando uma arte-educadora, quero mais!

Texto por Martha Grill.