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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Release do Espetáculo "...e o gato não comeu!!"


Um Espetáculo para Crianças entre 03 e 99 anos

Ficha técnica:
Espetáculo: "... e o gato não comeu!!"
Direção e texto: Adriano Moraes
Elenco: Andrey Rosa, Elias Pintanel, Martha Grill, Maurício Mezzomo, Maurício Rodrigues e Tai Fernandes
Figurinos: Marcelo Silva
Costura: Larissa Tavares
Produção: Núcleo de Teatro Universitário
Promoção: Departamento de Arte e Cultura
Mantenedora: Universidade Federal de Pelotas
Sede do Núcleo de Teatro da UFPel: Rua Andrade Neves, 1149 - Centro - Pelotas - RS
Telefone: +53 32285171
e-mail: ufpel.teatro@gmail.com


"... e o gato não comeu!!" é um espetáculo-jogo feito para crianças. O texto foi escrito em 1995 quando Adriano Moraes ministrava aulas de literatura e teatro para alunos do ensino fundamental. Reflete todo um universo em que os atores brincam com as palavras por meio do teatro. O espetáculo-jogo é regulado através da interação com os espectadores, as crianças. São elas, as crianças, as grandes responsáveis pelo andamento da ação dramática.

Os atores vivenciam uma gostosa aventura permeada por uma série de brincadeiras antigas e sempre novas: esconde-esconde, casinha, jogos de roda, trava-línguas, parlendas, enfim, uma aventura pelo mundo das brincadeiras tradicionais. A cada momento a platéia é convidada a participar: cantando, contando, gritando, etc.

Para rechear essa brincadeira-aventura os seguintes personagens: um gato vegetariano, um rato solitário, um gato francês cozinheiro, uma bruxinha escandalosa e um guri e uma guria.

Os figurinos, os adereços e o cenário traduzem um mundo de alegria e imaginação.

"... e o gato não comeu!!", espetáculo-jogo para crianças, é também um exercício de formação de platéia. Ao se mostrar como jogo, permite aos espectadores compreender o funcionamento mesmo da linguagem do teatro.

Informações Técnicas:
Duração do espetáculo: 40 minutos
Espaço Cênico: mínimo 16m2
Plano de iluminação: luz geral no espetáculo e na platéia
Tempo de montagem: 1h30m
Tempo de desmontagem: 1h

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Experiência em Paranaguá – PR


O núcleo de teatro da UFPel, projeto de extensão, foi convidado a apresentar seu espetáculo infantil: E o gato não comeu no Congresso da Pedagogia, EAD (ensino a distância) via UFPel.

Este espetáculo trata de brincadeiras criadas por crianças, que leva até os mais antigos a relembrarem sua infância. Também fomos encarregados de ministrar algumas oficinas de Teatro.

Achei muito interessante a oficina que participei no congresso: Inclusão na Educação, pois aprendi que é mais fácil do que parece incluir.

No Paraná, particularmente, o governo investe em materiais para incluir portadores de necessidades especiais. Tive contato nesta oficina com um deficiente visual, e percebi através de seu depoimento que na verdade é ele quem acaba ensinando aos professores. Já tendo sido rejeitado, não desistiu de estudar e busca ensinar aos professores métodos para sua aprendizagem.

Pude perceber que a educação está impregnada naquelas pessoas e em suas atitudes (na maioria delas pelo menos) e isso me fortalece a continuar em um curso de Licenciatura.

A idéia de que não há um ensinamento autoritário (de fora para dentro) e sim uma troca entre aluno e professor fica cada vez mais intensificado em mim. E desse método (construtivista) utilizei-me quando foi o meu momento de ministrar a oficina: Jogos e brincadeiras. Utilizei como referência bibliográfica essencialmente:

BOAL, Augusto. Jogos para atores e não-atores.

SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro.

Também utilizei alguns outros jogos que aprendi no decorrer dos meus estudos teatrais.

Percebo também, aplicando tais jogos, que às vezes o que não é importante para mim, pode ser importante para o outro. Vi isso na primeira dinâmica que apresentei que o objetivo era fazer uma apresentação informal em forma de entrevista, ou seja, um entrevistava o outro e na segunda etapa deveria apresentá-lo ao grande grupo.

Fiquei muito feliz com os resultados da viagem, tanto do espetáculo que obviamente ainda deve ser melhorado, no sentido técnico, qualidade das ações físicas, qualidade vocal e etc., mas creio estarmos no caminho certo. Bem como o resultado da oficina, que ao ver minhas “alunas”, como assim denominaram-se, enviando-me e-mails, elogiando a oficina e com interesse em conhecer mais sobre teatro, vejo que pude plantar uma sementinha ali. Isso me deixa muito feliz, porque estudo e prático teatro como forma de vida, de educação e também de divertimento.

Sem falar na sensação de andar de avião, que é aproximar-se do divino. Observar a imensidão da vida, enfim. A hospitalidade das pessoas que conhecemos, o museu, as ruas e casas antigas, aliás, a cidade está completando mais de 360 anos então tem muitas belezas a serem contempladas.

O curso de Licenciatura em Teatro e principalmente o Núcleo de teatro tem-me aberto portas significativas, aos poucos estão aparecendo os resultados do nosso trabalho-estudo que só motivam ainda mais seguir neste caminho. Espero que as portas sigam abrindo-se, sem segredos.

Dois pensamentos perduram:

O conhecimento de meus limites;

As diferenças presentes em nosso cotidiano, mas que não nos separam.

O que ficou?

Vontade de estudar ainda mais.

O que muda?

Agora os estudos práticos começam a atingir novos rumos, isso me instiga ainda mais a criar, não apenas para ficar dentro de um espaço, mas para percorrer por espaços, lugares e cidades.

Agradeço muito ao nosso Mestre Adriano Morais e aos meus colegas, com os quais também aprendo muito.

Texto por Tai Fernandes.