sexta-feira, 10 de maio de 2013

Seleção de Bolsistas


                             
EDITAL PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO E CULTURA

PROBEC/2013 – DEMANDA ANUAL

         O Programa de Extensão “Teatro Universitário” (Núcleo de Teatro da UFPel), da Coordenadoria de Arte e Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Pelotas, torna público que estão abertas inscrições para seleção de TRÊS (3) bolsistas no âmbito do Programa de Bolsas de Extensão e Cultura (PROBEC) - Edição 2013 - Modalidade Demanda Anual, de acordo com a legislação federal vigente e os regramentos internos correspondentes da UFPEL.
         A seleção se realizará nas sub-modalidades BOLSA PROBEC (02 Bolsas) e BOLSA PERMANÊNCIA (01 Bolsa). De acordo com o Edital PROBEC/Anual 2013, as “Bolsas PROBEC são aquelas financiadas pelo programa próprio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, com recursos do orçamento da UFPEL e qualquer estudante que preencha os requisitos mínimos do edital pode concorrer a essas bolsas” e as “Bolsas PERMANÊNCIA são aquelas financiadas com recursos da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), (Reitoria da UFPEL. Portaria 744/2013, de 7/03/2013), destinadas a estudantes em situação de vulnerabilidade social, que além de cumprirem os requisitos mínimos do Edital devem ser beneficiários regulares de um ou mais programas de assistência estudantil, geridos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE): moradia estudantil, auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio transporte, auxílio instrumental odontológico, auxílio pré-escolar”.

1. PERÍODO DE INSCRIÇÃO
De 10 a 18.05.2013.

2. LOCAL E HORÁRIOS
Núcleo de Teatro da UFPel (R. Andrade Neves, 1149 – Centro – Pelotas – RS), no período de 08h00min às 12h00min e das 14:00 às 18:00, de segunda a sexta-feira.

3. REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO:
3.1. Bolsa(s) PROBEC:
a) entregar envelope lacrado no local de inscrição, no prazo acima estabelecido, contendo o FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE BOLSA – CANDIDATO A BOLSA, disponível em http://wp.ufpel.edu.br/prec/bolsas-de-extensao/probec/, bem como todos os documentos. O documento deve ser entregue preenchido, impresso e assinado.
b) estar regularmente matriculado no curso de Teatro da UFPel;
c) ter sido aprovado nas disciplinas Improvisação Teatral I e II do curso de Teatro;
d) ter aprovação em 75% ou mais das disciplinas cursadas até o presente momento no curso de Teatro (incluindo disciplinas reaproveitadas);
e) não receber qualquer outra bolsa paga por programas oficiais (excetuados os auxílios destinados pela Assistência Estudantil);
f) apresentar tempo disponível para dedicar às atividades relativas ao programa de extensão do edital disputado.
g) Histórico escolar atualizado (com média – expedido pelo DRA);

3.2. Bolsas PERMANÊNCIA:
a) todos os requisitos exigidos no item 3.1.;
b) ser estudante assistido pela Política Nacional de Assistências Estudantil (PNAES), através de um dos seguintes programas geridos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis: moradia estudantil, auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio transporte, auxílio instrumental odontológico e auxílio pré-escolar.

4. EM CASO DE CLASSIFICAÇÃO PARA A BOLSA, APÓS O RESULTADO DA SELEÇÃO, SERÃO EXIGIDOS OS SEGUINTES DOCUMENTOS A SEREM ENTREGUES NA SEDE DO NÚCLEO DE TEATRO DA UFPEL, NO PRAZO MÁXIMO DE 02 (DOIS) DIAS APÓS A DIVULGAÇÃO DO RESULTADO:
4.1. Fotocópia da Carteira de Identidade e do CPF (frente e verso);
4.2. Plano de trabalho (de acordo com o formulário “Plano de Trabalho do Bolsista”, disponível na página da PREC: http://wp.ufpel.edu.br/prec/bolsas-de-extensao/probec/).
4.3.        Dados bancários: conta corrente e individual (vedada a utilização de conta poupança ou de conta conjunta de qualquer natureza).
5. PROCESSO DE SELEÇÃO
A seleção dos candidatos será feita através de análise de Carta de Intenções e do histórico escolar. Eventualmente, alunos pré-selecionados poderão ser convocados para realização de entrevista.

6. PERÍODO DAS BOLSAS
O período das bolsas será de 23 de maio de 2013 a 23 de fevereiro de 2014 (9 meses).

7. VALOR DAS BOLSAS:
R$ 365,00 (trezentos sessenta e cinco reais) mensais.

8. ÁREA DE CONHECIMENTO:
Teatro.

9. DIVULGAÇÃO DO RESULTADO
A relação dos alunos contemplados com as Bolsas será divulgada no dia 22 de maio de 2013 no blog do Núcleo de Teatro da UFPel (http://nucleoteatroufpel.blogspot.com) .

10. ENTREGA DA DOCUMENTAÇÃO
Os alunos selecionados deverão entregar a documentação necessária para a homologação (ver item 4 deste Edital) até o dia 24/05/2013, sob pena de cancelamento da bolsa.

11. OUTRAS INFORMAÇÕES
Entrar em contato com o Núcleo de Teatro Universitário, através do e-mail: ufpel.teatro@gmail.com .
                                    


Prof. Dr. Adriano Moraes de Oliveira
Coordenador do Programa “Teatro Universitário”


terça-feira, 30 de abril de 2013

Alívio Imediato faz temporada em maio

  



O experimento poético “Alívio Imediato” do Núcleo de Teatro Universitário da UFPel foi criado a partir de uma pesquisa intitulada “O Trabalho do Ator com Síndrome de Asperger”, desenvolvida pelo graduando em Teatro Carlos Eduardo Pérola, sob a orientação do professor Adriano Moraes.
Carlos é o único ator em cena. O experimento acontece numa casa – a sede do Núcleo de Teatro – e, ao longo da apresentação, o público se vê conduzido pelo ator através de diferentes cômodos transformados em cenários, onde as cenas acontecem.
Alívio Imediato pode ser visto como uma grande brincadeira onde o ator se diverte ao pronunciar cada palavra, ao emitir cada som, ao realizar cada gesto, cada movimento, não se importando com o significado do que se está sendo dito e nem mesmo com o uso de uma língua específica. Desse modo, ou seja, divertindo-se de maneira sincera diante dos espectadores, o ator possibilita que os mesmo se divirtam também. O público, assim, participa também da brincadeira, “aliviando-se” junto com o ator.
O título Alívio Imediato faz referência ao sentimento de “alívio” que o Teatro proporciona ao ator portador da Síndrome de Asperger. Tal síndrome faz com que o indivíduo tenha dificuldade para se comunicar e interagir com as pessoas no dia a dia. No teatro, porém, essas dificuldades são amenizadas. O fato de o Teatro acontecer numa dimensão diversa à da “vida real” permite ao indivíduo realizar no Teatro coisas que geralmente lhe são difíceis de realizar fora dele.
A dramaturgia do experimento é de Adriano Moraes; direção de Adriano Moraes e Elias Pintanel; cenários e figurinos de Marcelo Silva.
Alívio Imediato estreou em outubro de 2012 e desde então já foi visto por cerca de 80 espectadores ao longo de sete apresentações. Cada sessão do experimento poético pode ser vista por 10 espectadores.
Informações e reservas: ufpel.teatro@gmail.com


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pesquisa em Artes Cênicas


GRUPO DE PESQUISA EM ARTES CÊNICAS ABRE VAGAS PARA NOVOS INTEGRANTES

O Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre Processos Criativos em Artes Cênicas, coordenado pelo prof. Dr. Adriano Moraes de Oliveira, abre vagas para interessados em contribuir com a pesquisa “Grupos teatrais em atividade no extremo sul do RS: mapeamento das práticas criativo-formativas”, em andamento com apoio do CNPq.
A pesquisa tem como objetivo mapear as rotinas de trabalho de grupos de teatro da região sul do Rio Grande do Sul para estimular a construção e/ou reconstrução de projetos pedagógicos dos grupos pesquisados por meio de experimentos poéticos. O projeto visa também a criação de um espaço virtual que sirva de lugar de intercâmbio entre os grupos de teatro pesquisados e no qual possa haver um fórum permanente de discussão, difusão e produção de conhecimento. Os resultados da pesquisa serão organizados numa publicação objetivando a ampla divulgação nos cursos de teatro de Universidades brasileiras.
Em 2012 a pesquisa teve como foco de trabalho estabelecer contato com as cidades. Com isso, foi realizado um levantamento das cidades que apresentam um movimento teatral e artístico e de nomes dos artistas e agentes culturais dos municípios. 
Nesse ano o objetivo da pesquisa é ampliar o contato com as cidades realizando ações que objetivam a discussão, difusão e produção do conhecimento gerado pela pesquisa. Criando assim uma rede de produção teatral entre as cidades da região Sul do Rio Grande do Sul.
Para se candidatar ao Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Processos Criativos em Artes Cênicas é necessário enviar uma carta de apresentação para o e-mail: ufpel.teatro@gmail.com. Os encontros do Grupo de Pesquisa acontecem todas as quartas-feiras, das 9h às 12h, na Rua Andrade Neves, 1149, Pelotas/RS. Não é necessário haver um vínculo com a Universidade Federal de Pelotas. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pós-Fausto e o Teatro Precário


MANISFESTO POR UM TEATRO PRECÁRIO, por Adriano Moraes

 
         As ideias de teatro, teatralidade, performance, performatividade têm sido debatidas há mais de duas décadas de forma efusiva. Cenas em que as ações representadas se aproximam de modo muito próximo à realidade não causam mais um estado de choque nos nossos espectadores. A cena, num contexto de hiperlinks, cyber cultura, informacionista e por isso mesmo menos reflexivo em função da velocidade com que nos chegam informações as mais variadas, se torna cada vez mais o lugar do exercício daquela solidão em público da qual tratou Stanislavski. Assim, ao ator cabem dois caminhos principais: 1. enveredar-se pelo espetáculo, isto é, pelo jogo social do qual se vale a indústria da arte para fazer do teatro também um produto pret-a-porter; ou 2. manter em seu ofício naquilo que é mais sagrado na arte efêmera do teatro, a saber, o seu desempenho sincero frente a espectadores.
         No primeiro caminho o ator se torna um produto do gosto de empresas, de modismos (mercantis ou acadêmicos), de si próprio em função de sua falta de exercício técnico e pela vontade de aparecer mais do que a de realizar uma ação sincera e profunda. O segundo caminho é muito próximo daquilo a que Grotowski denominou de ator santo. Um sujeito que se dedica ao diálogo com sua cultura ancestral e nisso descobre-se como sujeito portador de uma memória da humanidade. Como ator santo não representa aquilo que o gosto exige, mas aquilo que lhe é vital. E vital aqui quer dizer sincero, real, carnal. Na carnalidade exposta o ator se apresenta como o homem que faz da vida uma prece e assim se apresenta como temporário, como não possuidor de verdades absolutas, mas como um sujeito que encara sua própria precariedade a precariedade de toda a sua vida.
         Pensar em teatro precário, portanto, quer dizer que o que fazemos não busca agradar o gosto, mas evidenciar a ação naquilo que ela tem de mais insegura: sua finitude. A ação, desse modo, não pode mais ser dramática, pois não há continuidade possível: o que se apresenta é um jogo composto de movimentos, silêncios, rupturas, equilíbrio e desequilíbrio. A precariedade, como uma prece a si mesmo, busca num longo exercício de revisitação daquelas estruturas matriciais (maternais, patriarcais, enfim, culturais) que nos autoriza a dizer “sou”. O que ocorre, entretanto, em um teatro precário é que o “sou” não é estável, mas, cedendo lugar ao “estou”, revela a efemeridade mais ingênua da própria arte do teatro presente em todas as culturas, mesmo que em uma ínfima parte da infância de todos nós.
                                      Precário quer dizer desnudo. Precário quer dizer inteiro.
 
         O Fausto, mito próximo ao de Prometeu, por possuir em sua estrutura principal o desejo de domínio do conhecimento pelo homem em detrimento do poder divino, serve de lugar para o exercício dessa precariedade. Mais do que o Fausto moderno, o Pós-Fausto ou o Fausto Pós-moderno, é o sintoma de um homem que, imerso em fluxos cada vez mais vultosos de informações, decide pelo mergulho em si mesmo como forma de manter vivo no homem aquilo que lhe é sempre novo: o contato com o mistério de sua finitude.

TEATRO PRECÁRIO E A INTERPRETAÇÃO DO PÓS-FAUSTO, por Elias Pintanel
A solidão do ator só é completa quando há o encontro do ator com o espectador. Neste momento é que o efêmero pode acontecer. O ator trabalha para que no momento desse encontro tudo convirja para que o seu ato, perante aos outros, seja o mais vivo possível. O ator, como diz Grotowski, sacrifica-se perante o espectador. Com toda a sua fragilidade, com todos seus medos, com todos seus músculos, com cada respiração. Naquela pequena área de jogo o ator utiliza toda a sua força para poder se aniquilar. Desgastar-se. Morrer.
A interpretação começa a partir do trabalho sobre si mesmo. É neste momento que o ator começa a entrar em contato com aquilo que ele deve romper ou conviver. Tudo o que constitui o ator faz parte de sua interpretação. Inclusive da sua própria. O “sou/estou” não é definitivo, é como o teatro que é efêmero: vivo para renascer sempre outro.
         Pós-Fausto é como um duelo. De um lado um sujeito com todas as suas máscaras criadas, de carne e osso. Do outro lado, mas não oposto, os mesmos ossos e carnes. O duelo é frequente. O mesmo sujeito lutando contra si mesmo. A cada duelo uma máscara é arrancada e outra surge. Outra se mancha de sangue e ganha uma cicatriz permanente. De cada duelo que é travado surge um mistério: qual foi a máscara desta vez?