Programa de Extensão em Teatro ligado ao Departamento de Arte e Cultura da PREC. Contatos: nucleoteatro.ufpel@gmail.com
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Pesquisa em Artes Cênicas
GRUPO DE PESQUISA EM ARTES CÊNICAS ABRE VAGAS PARA NOVOS INTEGRANTES
O Grupo de Estudos e Pesquisas
Sobre Processos Criativos em Artes Cênicas, coordenado pelo prof. Dr. Adriano
Moraes de Oliveira, abre vagas para interessados em contribuir com a pesquisa “Grupos teatrais em
atividade no extremo sul do RS: mapeamento das práticas criativo-formativas”, em
andamento com apoio
do CNPq.
A pesquisa tem como objetivo mapear as rotinas de
trabalho de grupos de teatro da região sul do Rio Grande do Sul para estimular
a construção e/ou reconstrução de projetos pedagógicos dos grupos pesquisados
por meio de experimentos poéticos. O projeto visa também a criação de um espaço
virtual que sirva de lugar de intercâmbio entre os grupos de teatro pesquisados
e no qual possa haver um fórum permanente de discussão, difusão e produção de
conhecimento. Os resultados da pesquisa serão organizados numa publicação
objetivando a ampla divulgação nos cursos de teatro de Universidades brasileiras.
Em 2012 a pesquisa teve como foco de trabalho
estabelecer contato com as cidades. Com isso, foi realizado um levantamento das
cidades que apresentam um movimento teatral e artístico e de nomes dos artistas
e agentes culturais dos municípios.
Nesse ano o objetivo da pesquisa é ampliar o contato
com as cidades realizando ações que objetivam a discussão, difusão e produção
do conhecimento gerado pela pesquisa. Criando assim uma rede de produção
teatral entre as cidades da região Sul do Rio Grande do Sul.
Para se candidatar ao Grupo de Estudos e Pesquisas
sobre Processos Criativos em Artes Cênicas é necessário enviar uma carta de
apresentação para o e-mail: ufpel.teatro@gmail.com. Os encontros do Grupo de
Pesquisa acontecem todas as quartas-feiras, das 9h às 12h, na Rua Andrade
Neves, 1149, Pelotas/RS. Não é necessário haver um vínculo com a Universidade
Federal de Pelotas.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Pós-Fausto e o Teatro Precário
MANISFESTO POR UM TEATRO PRECÁRIO, por Adriano
Moraes
No primeiro caminho o ator se torna um
produto do gosto de empresas, de modismos (mercantis ou acadêmicos), de si
próprio em função de sua falta de exercício técnico e pela vontade de aparecer
mais do que a de realizar uma ação sincera e profunda. O segundo caminho é
muito próximo daquilo a que Grotowski denominou de ator santo. Um sujeito que se dedica ao diálogo com sua cultura
ancestral e nisso descobre-se como sujeito portador de uma memória da
humanidade. Como ator santo não
representa aquilo que o gosto exige, mas aquilo que lhe é vital. E vital aqui
quer dizer sincero, real, carnal. Na carnalidade exposta o ator se apresenta
como o homem que faz da vida uma prece e assim se apresenta como temporário,
como não possuidor de verdades absolutas, mas como um sujeito que encara sua
própria precariedade a precariedade de toda a sua vida.
Pensar em teatro precário, portanto,
quer dizer que o que fazemos não busca agradar o gosto, mas evidenciar a ação
naquilo que ela tem de mais insegura: sua finitude. A ação, desse modo, não
pode mais ser dramática, pois não há continuidade possível: o que se apresenta
é um jogo composto de movimentos, silêncios, rupturas, equilíbrio e
desequilíbrio. A precariedade, como uma prece a si mesmo, busca num longo
exercício de revisitação daquelas estruturas matriciais (maternais,
patriarcais, enfim, culturais) que nos autoriza a dizer “sou”. O que ocorre,
entretanto, em um teatro precário é que o “sou” não é estável, mas, cedendo
lugar ao “estou”, revela a efemeridade mais ingênua da própria arte do teatro
presente em todas as culturas, mesmo que em uma ínfima parte da infância de
todos nós.
Precário quer dizer desnudo. Precário
quer dizer inteiro.
O Fausto, mito próximo ao de Prometeu,
por possuir em sua estrutura principal o desejo de domínio do conhecimento pelo
homem em detrimento do poder divino, serve de lugar para o exercício dessa
precariedade. Mais do que o Fausto moderno, o Pós-Fausto ou o Fausto Pós-moderno, é o sintoma de um homem que,
imerso em fluxos cada vez mais vultosos de informações, decide pelo mergulho em
si mesmo como forma de manter vivo no homem aquilo que lhe é sempre novo: o
contato com o mistério de sua finitude.
TEATRO PRECÁRIO E A INTERPRETAÇÃO DO PÓS-FAUSTO, por Elias Pintanel
A solidão do ator só é
completa quando há o encontro do ator com o espectador. Neste momento é que o
efêmero pode acontecer. O ator trabalha para que no momento desse encontro tudo
convirja para que o seu ato, perante aos outros, seja o mais vivo possível. O
ator, como diz Grotowski, sacrifica-se perante o espectador. Com toda a sua
fragilidade, com todos seus medos, com todos seus músculos, com cada
respiração. Naquela pequena área de jogo o ator utiliza toda a sua força para
poder se aniquilar. Desgastar-se. Morrer.
A interpretação começa a partir do trabalho sobre si mesmo. É neste momento que o ator começa a entrar
em contato com aquilo que ele deve romper ou conviver. Tudo o que constitui o
ator faz parte de sua interpretação. Inclusive da sua própria. O “sou/estou”
não é definitivo, é como o teatro que é efêmero: vivo para renascer sempre
outro.
Pós-Fausto é como um duelo. De um lado um sujeito com todas
as suas máscaras criadas, de carne e osso. Do outro lado, mas não oposto, os
mesmos ossos e carnes. O duelo é frequente. O mesmo sujeito lutando contra si
mesmo. A cada duelo uma máscara é arrancada e outra surge. Outra se mancha de
sangue e ganha uma cicatriz permanente. De cada duelo que é travado surge um
mistério: qual foi a máscara desta vez?
terça-feira, 11 de setembro de 2012
TEMPORADA 2012-2
20 de
setembro
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Espetáculo: “Piratini
canta os Farrapos”
Sinopse: Bento
Gonçalves, um dos principais articuladores do movimento Farroupilha, acaba de
morrer. O ano é 1847. Após saber da morte de seu líder, o povo de Piratini se
reúne na sede do Governo da primeira Capital da República Rio-Grandense para
prestar sua última homenagem. Em vez de chorar, os Piratinienses se juntam em
coro e contam e cantam a história da República Rio-Grandense como um tributo a
Bento Gonçalves. A sede do governo serve
de cenário para que o ideário Farroupilha seja lembrado como herança não apenas
a Piratini, mas ao povo de todo o Rio Grande. Cada memória serve para que, ao
final, todos compreendam que os ideais de Bento fazem parte de todos os
presentes. Com isso, o rito termina em comemoração, pois Bento vive em cada um
dos presentes e Piratini é seu principal símbolo, pois guarda em seu imaginário
a herança do bravo general e dos ideais Farroupilhas: a liberdade, a igualdade
e a humanidade.
Interpretação: Núcleo de Artes Piratiniense
Texto e direção: Adriano Moraes e Elias Pintanel
Local: Museu Barbosa Lessa (Piratini)
Horário: 15h
27 de
setembro
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Espetáculo: “Quando
as máquinas param“, de Plínio Marcos
Sinopse: Zé e Nina são casados. Moram em um
barraco em uma região de uma periferia qualquer. Zé está desempregado. Nina faz
pequenos trabalhos como costureira: única renda do casal. A relação desse casal
é permeada por um misto de amor conjugal e repulsa pela situação de crise
econômica. A crise vence quando Nina declara a Zé que está grávida. É nesse
momento que o tempo para os dois fica estático: como uma máquina que para
repentinamente.
Interpretação: Elias Pintanel e Giovanna
Hernandes
Direção: Adriano Moraes
Local: I Semana Acadêmica de Estética Moderna e
Contemporânea
Horário: 22h
28 e
29 de setembro
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Espetáculo: “Pós-Fausto”,
de diversos autores
Sinopse: Fausto é o mito moderno do homem em
busca do conhecimento supremo. O que impede essa façanha é outro conjunto
mítico: o dogma da existência de Deus. O mito de Fausto é revisitado a partir
de textos de Goethe, Paul Valèry, Fernando Pessoa, Nietszche e Jorge Luis
Borges. O Pós-Fausto é um homem ainda em busca de conhecimento, não mais de um
conhecimento absoluto, mas de fragmentos como totalidade de conhecimento.
Pós-Fausto é uma tragédia subjetiva.
Interpretação: Elias Pintanel
Direção: Adriano Moraes
Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves,
1149)
Horários: 23h (sexta) e 21h (sábado)
05 e
06 de outubro
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Espetáculo: “Quando
as máquinas param”, de Plínio Marcos
Sinopse: Zé e Nina são casados. Moram em um
barraco em uma região de uma periferia qualquer. Zé está desempregado. Nina faz
pequenos trabalhos como costureira: única renda do casal. A relação do casal é
permeada por um misto de amor conjugal e repulsa pela situação de crise
econômica. A crise vence quando Nina declara a Zé que está grávida. É nesse
momento que o tempo para os dois fica estático: como uma máquina que para
repentinamente.
Interpretação: Elias Pintanel e Giovanna
Hernandes
Direção: Adriano Moraes
Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves,
1149)
Horários: 23h (sexta) e 21h (sábado)
11 e
12 de outubro
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Espetáculo: “Alívio
imediato”, de diversos autores
Sinopse: O que fazer quando a fala é espontânea
apenas em lugares em que a espontaneidade é quase nula? Esse é um espetáculo de
um ator com Asperger: o que é dificuldade no dia a dia torna-se um alívio no
jogo teatral. Aliviar-se é sinônimo de fala aberta, de gritos, de risos, de
choro... enfim, de tudo aquilo que a síndrome de Asperger impõe como limite: o
uso fluente da comunicação verbal e não verbal. Os textos ditos não tem tanta
importância quando o que realmente importa é a comunicação direta, rápida,
imediata.
Interpretação: Carlos Eduardo Pérola
Direção: Elias Pintanel
Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves,
1149)
Horários: 23h (quinta) e 21h (sexta)
19 e
20 de outubro
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Espetáculo: “O
mentiroso”, de Jean Cocteau
Sinopse: Um homem quer sempre dizer a verdade. No
entanto, por intimidade com os discursos do cotidiano, é sempre impelido a
mentir. Entre a mentira e a verdade está a aparência daquilo que o tecido
social deseja. Entre mentir e dizer a verdade há um abismo chamado diálogo. O
mentiroso é constituído de uma série de histórias que procuram revelar o suave
limite entre o que aconteceu e aquilo que poderia ter acontecido. Trata-se
mesmo de um jogo de imaginação em que o dito é mero pretexto para as cenas que
configuram o dia a dia de todos nós.
Interpretação: Rodolfo Furtado
Direção: Elias Pintanel
Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves,
1149)
Horários: 23h (sexta) e 21h (sábado)
26 e
27 de outubro
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Espetáculo: “Sylvia”,
de diversos autores
Sinopse: Uma mulher revela suas paixões, suas
fraquezas, seu senso de humor diante daquilo que mais a aflige: o espelho. A
condição de ser mulher faz com que transite entre muitos papéis em que a
fragilidade, a força, a memória de sua tradição são os elementos mais
importantes. Nesse jogo com o espelho vai expondo um a um todos os seus
desejos. Enquanto faz isso, possibilita que cada um de nós também remexa nessa
noite escura que é a memória.
Interpretação: Giovanna Hernandes
Direção: Elias Pintanel
Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves,
1149)
Horários: 23h (sexta) e 21h (sábado)
09 e
10 de novembro
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Espetáculo: “Lua
Nua”, de Leilah Assunção
Sinopse: Essa comédia retrata as histórias de
Silvia, Lúcio e Dulce: mulher, marido e empregada. O tempo é o de uma manhã em
que tudo dá errado: a empregada se atrasa no mercado, o filho ainda dorme e
pode acordar aos berros por causa da fome, o carro está na oficina, ambos têm
reuniões importantes... Essa tensão é tomada como pretexto para que os papeis
de mulher, mãe, marido, pai, empregada sejam discutidos por meio de um rápido
jogo de diálogo em que o riso é fruto da própria experiência com cada uma
dessas situações que se fazem presentes na maior parte das casas.
Interpretação: Vívi Famil, Rodolfo Furtado e
Carlos Eduardo Pérola
Direção: Adriano Moraes e Elias Pintanel
Local: Núcleo de Teatro da UFPel (Andrade Neves,
1149)
Horário: 23h (sexta) e 21h (sábado)
segunda-feira, 2 de julho de 2012
V Jornada Latino-Americana
Os integrantes do Núcleo de Teatro da UFPel, da Incubadora de
Artes Cênicas e do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Processos Criativos em Artes Cênicas , participam
da V
Jornada Latino-Americana de Estudos Teatrais, nos dias 4 e 5 de Julho, na
FURB – Universidade Regional de Blumenau, em Blumenau, Santa Catarina.
A participação do grupo visa apresentar as pesquisas e os
processos criativos que estão sendo realizados nos projetos do Núcleo de
Teatro, da Incubadora de Artes Cênicas e no projeto "Grupos teatrais em
atividade no extremo sul do RS: mapeamento das práticas
criativo-formativas". O objetivo
principal das pesquisas é mapear e refletir sobre as práticas de grupos
teatrais em atividades na região sul do RS desde o ano de 2005, inclusive a do
próprio Núcleo de Teatro da UFPel.
Os trabalhos que serão apresentados na V Jornada estão relacionados ao andamento destes projetos. Os títulos
dos trabalhos que serão apresentador no evento são:
Artigos:
- PRINCIPAIS
PROCEDIMENTOS DO EXPERIMENTO POÉTICO COMO
MÉTODO DE PESQUISA E DE FORMAÇÃO DE TEATRO DE GRUPO de Adriano Moraes de
Oliveira;
- A CONSTRUÇÃO DE
EXPERIMENTOS POÉTICOS COMO MEIO DE
INVESTIGAÇÃO DE PRÁTICAS ATORAIS NO CONTEXTO DE
TEATRO DE
GRUPO de
Elias de Oliveira Pintanel.
Pôster:
- O TRABALHO DO ATOR COM SÍNDROME DE ASPERGER
EM UM
CONTEXTO DE TEATRO DE GRUPO de Carlos
Eduardo Perola.
- A RELAÇÃO DO
EXPERIMENTAL COM PRÁTICAS AUTORAIS NO TEATRO DE GRUPO de Giovanna Hernandes
Cardoso.
- O EXPERIMENTO
POÉTICO COMO EXERCÍCIO DE SI MESMO NUM
CONTEXTO DE TEATRO DE GRUPO de Mauricio da Rosa Rodrigues.
Para mais informações sobre os projetos acessem os blogs:
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